O confinamento e a saúde mental do idoso

O confinamento e a saúde mental do idoso

O confinamento é um desafio emocional que testa a capacidade de nos mantermos firmes por nós mesmos e pelas pessoas que amamos. O isolamento é social, mas não tem que ser emocional.

A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAZ) aponta como críticos os cuidados com a saúde mental dos idosos em tempos de Covid-19. Segundo ABRAZ, a pandemia do novo coronavírus espalhou-se pelo mundo e colocou-nos numa conjuntura incomum: o isolamento social. Toda a situação de risco de vida e de confinamento pode afetar a saúde mental das pessoas. Fatores desconhecidos e incertos fazem com que todos se sintam inseguros, principalmente em casos como esse, de impacto mundial.

O confinamento é, portanto, um desafio emocional e que testa a capacidade de nos mantermos firmes por nós mesmos e pelas pessoas que amamos. Nesse aspeto, a população idosa é a que mais deve ser protegida, devido à sua condição de risco, tanto de saúde, em relação às consequências pela ação do COVID-19, como pela condição emocional, situação ainda mais delicada.

Os maiores riscos são o deterioramento cognitivo, que piora quadros demenciais, e a presença de sintomas ansiosos e depressivos. Como muitos idosos moram sozinhos e não podem ter contato, é vital manter a rotina familiar manter a presença. É importante também ter uma postura aberta para as mudanças, com afeto e solidariedade.

O isolamento é social, mas não tem que ser emocional. Pode possibilitar a aproximação afetiva entre gerações. É possível estar ligado, partilhar o seu dia e suas experiências, falar mais com as pessoas. Podemos estar isolados em casa, mas continuamos rodeados de pessoas na mesma situação. Essa pode ser uma oportunidade de estreitar vínculos, até então enfraquecidos, e empoderar o diálogo.

Fonte: Interdomicilio com A crítica

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