As pessoas que têm de cuidar dos seus idosos de forma constante e durante períodos prolongados estão sujeitas a sofrer de doenças mentais e problemas físicos. Todos conhecemos os problemas que a dependência de um idoso pode acarretar para os familiares, caso não se conte com pessoal especializado para o seu cuidado, mas poucas pessoas sabem que este conflito já tem um nome: é a chamada Síndrome do Cuidador.
O que é a Síndrome do Cuidador?
Esta síndrome, embora tenha uma denominação bastante generalizada, não se manifesta em todas as pessoas que cuidam de outras com incapacidades. Os indivíduos afetados por esta patologia são aqueles que desempenham o papel de cuidador de uma pessoa dependente e o fazem de forma altruísta, sem esperar reconhecimento e sem poder deixar de lado as suas tarefas habituais; ou seja, são aquelas pessoas que têm de prestar atenção ao idoso praticamente 24 horas por dia, não sendo esta a sua ocupação principal e tendo de continuar com o seu trabalho.
Qual é o perfil mais comum?
O perfil comum de quem sofre desta situação é o de uma pessoa entre os 40 e os 60 anos, do sexo feminino, geralmente a filha ou a cônjuge do doente, que não pode contar com os outros membros da família para prestar os cuidados. A situação para o cuidador agrava-se se, além da incapacidade física, o idoso sofrer de distúrbios psicológicos como a doença de Alzheimer, o que representa um fardo emocional significativo.
A pessoa encarregada de cuidar do doente não costuma estar preparada para assumir todas as cargas físicas e mentais que lhe são apresentadas. Primeiro, vai assumindo cada vez mais todas as tarefas relacionadas com os cuidados ao idoso e vai perdendo a sua independência, o que representa uma luta diária difícil de enfrentar.
Começa assim o declínio do estado de espírito, originando conflitos familiares e interpessoais. Segue-se frequentemente o absentismo laboral, a redução da capacidade de concentração e da produtividade, bem como a redução ao mínimo do tempo livre de que pode desfrutar.
Como um círculo vicioso, os estados de stress, depressão, apatia, ansiedade, cansaço, agressividade, perda de apetite, dores de cabeça, insónia, sentimento de culpa… são consequência dessa incapacitação na sua vida quotidiana e do confinamento ao papel de cuidador.
O surgimento de problemas psicológicos é a manifestação mais comum dos sentimentos contraditórios de frustração e desmotivação, embora esta patologia não afete apenas a mente, mas também a fisiologia. Podem também surgir problemas cardiovasculares, gastrointestinais, respiratórios, imunológicos e até distúrbios osteomusculares decorrentes das cargas que têm de suportar.
Conselhos sobre como lidar com a situação
O aconselhável para evitar a proliferação desta síndrome é tentar não abandonar ou restabelecer alguns padrões mínimos que respeitem a vida quotidiana que se tinha antes de enfrentar a doença do idoso. No entanto, a adoção de medidas preventivas contra esta doença, como dedicar mais tempo livre e manter um estilo de vida saudável, pode revelar-se contraproducente se não dispusermos da ajuda necessária para cuidar do doente. Assim, é aconselhável recorrer aos serviços de profissionais especializados em cuidados assistenciais a idosos.
Lembre-se de que a Interdomicilio coloca à sua disposição pessoal especializado no apoio a idosos. Se precisar dos nossos serviços, contacte-nos e informá-lo-emos de tudo o que for necessário para que o cuidado dos seus familiares não prejudique a sua saúde.






